Ano letivo 2020/2021: o que nos espera?


31 Aug

Setembro aproxima-se e, no meio de um ano completamente diferente, mantém-se a pergunta: como será o ano letivo 2020/2021?

Ninguém estava à espera: em março viemos todos para casa e tivemos de aprender a gerir o teletrabalho e a escola à distância. Foi um desafio para o qual não estávamos preparados – de todo! -, mas fizemos o melhor que conseguimos para mantermos a família em segurança, acompanhar os miúdos num modelo de aulas completamente novo e, talvez o mais desafiante de tudo, permanecermos sãos.

O merecido descanso chegou com o final das aulas, mas já estamos a tremer só de pensar em como vai ser o próximo ano letivo. A pandemia continua entre nós, e a única certeza que temos é a de que tudo vai ser diferente.

Temos lido tudo o que podemos sobre o assunto, e procurámos reunir neste artigo informações úteis sobre as previsões para o próximo ano letivo. Para que estejamos preparados, para nos organizarmos, mas sobretudo para tranquilizarmos o bichinho do stress que nos últimos meses se hospedou em nossa casa. Fiquem a par de tudo aquilo que já sabemos.

(Nota: este artigo está em atualização permanente, consoante a divulgação de novas informações por parte do Ministério da Educação. Foi atualizado pela última vez a 21 de julho de 2020.)

Como vai ser o ano letivo 2020/2021?

1. Os miúdos vão voltar à escola – com medidas de segurança

O regresso às aulas está marcado para entre 14 e 17 de setembro de 2020, com atividades letivas, não letivas e formativas presenciais para todas as crianças e alunos.

Prevê-se a retoma do regime de aulas presencial com medidas extra de segurança, estando esta modalidade dependente, claro, da evolução da situação epidemiológica. Infelizmente, a verdade é que não conseguimos prever como estará a pandemia em setembro.

2. As escolas serão limpas antes de abrir e as salas após cada utilização

Cada AE/ENA deve estabelecer um plano de higienização com base neste documento: “Limpeza e desinfeção de superfícies em ambiente escolar no contexto da pandemia COVID-19“. As medidas de limpeza estarão expostas para que todos os profissionais (que também vão ter formação específica) possam segui-las; será feita uma limpeza geral às escolas antes da abertura e todos os espaços e superfícies serão limpos após a utilização de cada grupo de alunos.

3. Será obrigatório o uso de máscara (a partir do 2º ciclo), gel antisséptico e distanciamento social

Voltando a frequentar a escola, professores e alunos terão obrigatoriamente de usar máscara de proteção e de respeitar o distanciamento social obrigatório de pelo menos 1 metro nas salas de aula e outros espaços da escola. Assim, e para garantir o distanciamento, a disposição das mesas nas salas também será diferente no ano letivo 2020/2021. As escolas vão também disponibilizar desinfetante à entrada de cada recinto.

4. Alunos e professores serão divididos em grupos e terão salas fixas

Esta medida serve para garantir um mínimo risco de contágio em situações de presença do COVID-19. O objetivo é garantir que os elementos de cada grupo não têm contacto com os de outros grupos. Assim, caso se verifique uma infeção em algum dos grupos, todo o grupo terá de realizar a quarentena preventiva.

As salas e espaços mais amplos arejados devem ser privilegiados para todas as atividades, por serem mais seguros. Será assegurada uma boa ventilação em todos os espaços utilizados, e as portas e janelas estarão abertas sempre que possível.

Cada grupo frequentará sempre a mesma sala e os alunos devem ter lugares fixos. As horas de almoço devem ser desfasadas e os refeitórios terão medidas específicas de funcionamento.

5. Existirão circuitos específicos para a deslocação nas escolas

O Ministério de Educação orienta as escolas para a definição de circuitos de circulação interna. Isto significa que existiram caminhos específicos para nos deslocarmos em cada direção, como já podemos observar em alguns estabelecimentos, como supermercados ou museus.

6. Haverá um plano de contingência para situações de casos suspeitos

Caso surja um caso suspeito por infeção do COVID-19, a criança ou adulto será encaminhado para a área de isolamento por um circuito específico. A criança estará sempre acompanhada por um responsável. A escola vai então contactar o SNS24, alertar as Autoridades de Saúde Locais e contactar o encarregado de educação.

Depois, a escola faz a desinfeção dos espaços e superficies usadas pela pessoa suspeita de infeção, e os seus resíduos serão tratados de forma apropriada e segura.

7. As primeiras 5 semanas serão dedicadas à recuperação de aprendizagens

O Calendário Escolar 2020/2021 já foi divulgado, apontando-se o início das aulas entre os dias 14 e 17 de setembro.

Durante as primeiras 5 semanas, os alunos estarão a recuperar os conteúdos não lecionados no final do passado ano letivo, devido à alteração de rotinas provocada pela pandemia.  Por este motivo, este ano a devolução de livros escolares foi adiada.

8. As férias do ano letivo 2020/2021 vão ser mais curtas

Para além de prejudicar a qualidade do ensino, a pandemia também veio reforçar as dificuldades de muitos alunos e famílias – quer por falta de acesso às ferramentas e recursos necessários para a telescola, quer pelo caos gerado na organização familiar.

Assim, e por modo a compensar estes problemas, as interrupções do ano letivo 2020/2021 serão mais curtas. As férias de verão, por exemplo, começarão a 9 de junho para o 9º, 11º e 12º anos, a 15 para o 7º, 8º e 10º, e apenas no dia 30 de junho para o pré-escolar e ensino básico (até ao 6º ano). Podem consultar as datas oficiais de todas as férias, provas e exames no Calendário Escolar 2020/2021.

9. O Governo está preparado para o pior

O Ministério da Educação está preparado para agir de acordo com 3 possíveis cenários, dependendo da evolução da pandemia.

Significa isto que tudo estará preparado para que o ensino funcione em regime presencial – com gestão flexível dos horários e espaços e medidas de segurança -, em regime misto – com idas à escola, sessões online e trabalho autónomo orientado – ou em regime não presencial – a telescola com que já estamos familiarizados. Os dois últimos regimes estão destinados à eventual necessidade de uma situação de contingência.

Mais informações sobre o ano letivo 2020/2021

Podem consultar as medidas e orientações oficiais da DGEstE, da DGE e da DGS no documento abaixo.