Novo estudo científico mostra, pela primeira vez, que brincar com bonecas desenvolve a empatia e as competências sociais das crianças


03 Oct

Barbie® juntou-se a diversos neurocientistas da Universidade de Cardiff para explorar, através da neuroimagem, os benefícios de brincar com bonecas.

  • Os resultados comprovam que brincar com bonecas ativa regiões cerebrais que estão associadas ao processamento de informações sociais e à empatia, o que permite às crianças trabalhar essas competências, mesmo quando brincam sozinhas;
  • O estudo revela ainda que brincar com bonecas, mesmo quando as crianças o fazem sozinhas, possibilita-lhes desenvolver mais a empatia e as suas competências sociais, quando comparado ao impacto de brincar com um tablet;
  • Para compreender a relevância do estudo, a Barbie realizou um inquérito global em 22 países e questionou 15.000 pais relativamente à inteligência emocional das crianças. Apesar de 91% dos pais classificarem a empatia como uma competência social fundamental para o desenvolvimento dos seus filhos, apenas 26% estão cientes de que brincar com bonecas pode ajudá-los nesse sentido, estimulando essas aptidões. Em Portugal, 47,6% dos pais afirma que a temática da inteligência emocional ganhou uma nova relevância no atual contexto pandémico, sendo que 59,8% se mostraram bastante preocupados com o modo como o COVID-19 pode afetar os filhos e a forma como interagem com os outros;
  • A Barbie, com o intuito de disponibilizar, a pais, cuidadores e crianças, ferramentas úteis que pretendem contribuir para o desenvolvimento das competências sociais das crianças, criou uma plataforma online, com o apoio da especialista em empatia, escritora e psicóloga educacional Dra. Michele Borba.

A Barbie®, juntamente com uma equipa de neurocientistas da Universidade de Cardiff, lança os resultados de um novo estudo científico, no qual foi utilizada, pela primeira vez, a neurociência para explorar o impacto positivo que brincar com bonecas provoca nas crianças. Os resultados do “Exploring the Benefits of Doll Play through Neuroscience comprovam que a atividade lúdica em questão ativa regiões cerebrais que permitem às crianças desenvolver a empatia e as capacidades de processamento de informações sociais, mesmo quando brincam sozinhas.

Nos últimos 18 meses, a professora universitária Dra. Sarah Gerson e os seus colegas do Cardiff University’s Centre for Human Developmental Science, utilizaram a tecnologia da neuroimagem para fornecer as primeiras evidências cerebrais sobre os benefícios de brincar com bonecas. Através da monitorização da atividade cerebral de 33 crianças*, com idades compreendidas entre os 4 e os 8 anos, enquanto brincavam com uma variedade de bonecas Barbie, a equipa descobriu que o sulco temporal superior posterior (PSTS) - uma região do cérebro associada ao processamento de informações sociais, como a empatia - foi ativado mesmo quando a criança, menino ou menina, se encontrava a brincar sozinha.

A Dra. Gerson explica: “Esta é uma descoberta inovadora. Nós utilizamos esta zona do cérebro quando pensamos noutras pessoas, especialmente quando refletimos sobre os seus pensamentos ou sentimentos. As bonecas incentivam as crianças a criarem os seus próprios mundos imaginários, em vez de as estimularem a resolver problemas e a encontrar soluções. Estes brinquedos estimulam as crianças a pensar sobre outras pessoas e sobre o modo como interagem umas com as outras. O facto de termos verificado que o pSTS é ativado durante esta atividade, comprova que brincar com bonecas contribui para o desenvolvimento de competências sociais de que as crianças precisarão mais tarde na sua vida. Como esta região do cérebro desempenhou um papel fulcral, no que diz respeito à empatia e ao processamento de informações sociais de crianças provenientes dos seis continentes, é bastante provável que possamos afirmar que estes resultados são transversais a qualquer país”.

Para reunir os dados para o estudo, a equipa de Cardiff dividiu a atividade lúdica em diferentes categorias, de forma a conseguir registar, separadamente, a atividade cerebral relacionada com cada tipo de brincadeira: brincar com bonecas sozinho; brincar com bonecas com outra pessoa (um assistente da investigação); jogar um jogo no tablet sozinho e jogar um jogo no tablet com outra pessoa (um assistente da investigação).

Para assegurar a consistência da experiência, foi utilizada uma grande variedade de bonecas e acessórios Barbie, que foram colocados sempre nas posições iniciais antes de cada criança iniciar o teste. A brincadeira com o tablet foi realizada através de jogos que permitiram às crianças envolverem-se em brincadeiras criativas (em vez de jogos baseados em regras e objetivos) de forma a fornecer uma experiência semelhante à das bonecas.

Os resultados do estudo mostram que, quando as crianças brincam sozinhas com bonecas, apresentam os mesmos níveis de ativação do pSTS que são registados quando brincam com outras pessoas. Outra descoberta interessante passa pela reduzida ativação do pSTS em crianças que são deixadas sozinhas a jogar no tablet, apesar de se tratarem de jogos que envolvem a estimulação da criatividade.

“Ao recriarem o mundo real nos seus mundos imaginários, as crianças estão a compreendê-lo e a assimilá-lo da forma como o apreendem. Ao simular determinadas situações, estão a desenvolver a imaginação, a fantasia e a criatividade, competências importantíssimas para o desenvolvimento infantil”, acrescenta a Dra. Vera Ribeiro da Cunha, psicóloga educacional.

Para entender a relevância das descobertas da neurociência, a Barbie promoveu, de forma independente, uma pesquisa global ** direcionada a mais de 15.000 pais de crianças, em 22 países. Os resultados globais mostraram que 91% dos pais classificaram a empatia como uma competência social que gostariam que os seus filhos desenvolvessem, mas apenas 26% estavam cientes de que brincar com bonecas pode ajudar as crianças a desenvolver essa qualidade. Durante o período de confinamento, 70% dos pais mostraram-se preocupados com o modo como o distanciamento social podia afetar as interações dos filhos com os outros. Da mesma forma, 74% dos pais incentivam, com maior facilidade, os filhos a brincar com um brinquedo quando sabem que isso contribui para o desenvolvimento das competências sociais e emocionais, como a empatia. Em Portugal, 47,6% dos pais afirma que a temática da inteligência emocional ganhou uma nova relevância no atual contexto pandémico, sendo que 59,8% se mostraram bastante preocupados com o modo como o COVID-19 pode afetar os filhos e a forma como interagem com os outros.

“Como líderes de mercado na categoria de bonecas, sempre soubemos que brincar com bonecas tem um impacto positivo nas crianças, mas até agora não tínhamos dados neurocientíficos que o sustentassem”, afirma Lisa McKnight, SVP and Global Head of Barbie and Dolls, na Mattel. “Os resultados desta investigação reforçam que brincar com bonecas, como a Barbie, é essencial para a construção de um futuro melhor, sendo cruciais para as crianças que esperam tornar-se nos cidadãos, líderes, professores e pais da próxima geração. No âmbito da nossa missão, que passa por inspirar o potencial ilimitado de cada criança, temos o orgulho de oferecer bonecas que estimulam competências altamente valorizadas pelos pais e que são determinantes no sucesso emocional, académico e social das crianças”.

Com o intuito de disponibilizar, a pais, cuidadores e crianças, ferramentas úteis que pretendem contribuir para o desenvolvimento das competências sociais das crianças, a Barbie lançou uma plataforma online, com o apoio da especialista em empatia, escritora e psicóloga educacional Dra. Michele Borba.

“As recentes descobertas científicas da Cardiff University e da Barbie são extraordinárias e muito relevantes, tendo em conta o contexto atual de pandemia em que vivemos e a limitação das interações sociais que os nossos filhos podem ter. Foi demonstrado que as crianças que desenvolveram competências sociais mais cedo, podem ter notas melhores, ter um percurso académico mais rico e fazer escolhas mais saudáveis no geral. Crianças empáticas têm ainda maior probabilidade de defender uma criança que está a sofrer de bullying, envolvendo-se na situação na tentativa de resolver o conflito. Perceber que as crianças podem desenvolver estas competências quando brincam com bonecas, como a Barbie, é notável e traduz-se numa ferramenta muito útil para os pais”, acrescenta a Dra. Michele Borba.

Os resultados do estudo “Exploring the Benefits of Doll Play through Neuroscience” foram publicados no Frontiers in Human Neuroscience. Reconhecendo que este é um primeiro passo para entender o impacto positivo de brincar com bonecas nas crianças, a Barbie, a Dr. Sarah Gerson e a sua equipa de investigadores da Universidade de Cardiff comprometeram-se a desenvolver estudos científicos adicionais, em 2021.


Notas ao editor:

 *O estudo, promovido pela Barbie, foi realizado com 42 crianças (20 rapazes e 22 raparigas) com idades entre os 4 e os 8 anos. Foram recolhidos dados completos de 33 crianças.

**Inquérito da OnePoll de julho de 2020, em 22 países diferentes, junto de 15.000 pais com crianças, entre os 3 e os 10 anos.

Mais informações sobre o estudo “Exploring the Benefits of Doll Play through Neuroscience”:

Para a recolha de dados, a Dra. Sarah Gerson e a sua equipa utilizaram uma nova tecnologia de neuroimagem, a espectroscopia funcional em infravermelho próximo (fNIRS), que permite analisar a atividade cerebral enquanto as crianças se movem livremente. Os testes foram realizados numa sala de testes controlada. A brincadeira das crianças foi dividida em diferentes categorias, para que a equipa conseguisse registar a atividade cerebral em cada uma delas: brincar com bonecas sozinhas; brincar com bonecas com outra pessoa (assistente de investigação); jogar um jogo no tablet sozinhas e jogar um jogo no tablet com outra pessoa (assistente de investigação). As bonecas utilizadas incluíram uma ampla variedade de Barbies, como as Barbie Profissões, e foram colocadas sempre nas posições iniciais antes de cada criança iniciar o teste, de forma a garantir a consistência da experiência. A brincadeira com o tablet foi realizada através de jogos, que permitiram às crianças envolverem-se em brincadeiras criativas (em vez de jogos baseados em regras e objetivos), de forma a fornecer uma experiência semelhante à das bonecas.

O conselho de ética da Escola de Psicologia da Universidade de Cardiff aprovou todos os procedimentos. As crianças foram selecionadas a partir de um conjunto de famílias na área do Reino Unido, que mostraram interesse em participar em pesquisas da Escola de Psicologia de Cardiff.

Mais informações sobre a Universidade de Cardiff:

A Universidade de Cardiff é reconhecida como uma das principais universidades de ensino e de pesquisa da Grã-Bretanha, integrando o Russell Group. Em 2014, o Research Excellence Framework atribuiu o 5º lugar à universidade, no que diz respeito à excelência da pesquisa no Reino Unido. Na sua equipa académica encontram-se dois vencedores do Prémio Nobel, incluindo o vencedor do Prémio Nobel da Medicina, em 2007, o professor Sir Martin Evans. Fundada pela Royal Charter, em 1883, a Universidade de Cardiff combina instalações modernas e uma abordagem dinâmica de ensino e de investigação. O leque de experiência da Universidade abrange: The College of Arts, Humanities and Social Sciences; the College of Biomedical and Life Sciences; e the College of Physical Sciences and Engineering.

Mais informações sobre a Dra. Sarah Gerson:

A Dra. Sarah Gerson, professora na Escola de Psicologia da Universidade de Cardiff, liderou a equipa de investigação que explorou os benefícios de brincar com bonecas. Ao longo dos seus 18 anos de carreira, trabalhou extensivamente em investigação no Reino Unido e internacionalmente. Tendo iniciado os seus estudos nos Estados Unidos, fez o Doutoramento na Universidade de Maryland, período no qual venceu o prémio Distinguished Dissertation Award. Interessada na psicologia infantil, publicou diversos artigos sobre a temática, incluindo: "Young children’s memories for social actions: Influences of Age, Theory of Mind and Motor Complexity”, "Drivers of social cognitive development in human and non-human primate infants" e "Opportunities to compare and facilitate innovative problem-solving in pre-schoolers”. O seu trabalho sobre a resolução de problemas com crianças em idade pré-escolar foi posteriormente apresentado, na conferência do 40º aniversário da Cognitive Science Society. A Dra. Sarah Gerson garantiu o financiamento em inúmeras áreas de pesquisa, abrangendo a investigação de assinaturas neurais nas crianças com Transtorno do Desenvolvimento da Coordenação, e tem estado na vanguarda de estudos que pretendem melhorar a aprendizagem STEM. Especializada em psicologia e desenvolvimento social e cognitivo, é oradora convidada em diversas palestras, integrando ainda o Conselho Editorial no Infancy e no Scientific Reports – Nature.

Mais informações sobre a Dra. Michele Borba:

A Dra. Michele Borba é uma psicóloga educacional reconhecida mundialmente. Especialista em parentalidade, bullying, desenvolvimento de caráter, comportamento infantil e empatia, o seu objetivo passa por estimular e fomentar a empatia e a resiliência nas crianças, extinguindo o ciclo de violência juvenil. Já deu palestras e workshops para mais de 1.000.000 de participantes e é autora de 24 livros, traduzidos para 14 idiomas. É presença habitual na imprensa nacional, na rádio e na televisão, como especialista que procura responder a questões de crianças e adolescentes. É psicóloga educacional, especialista em bullying e desenvolvimento de caráter, comportamento infantil e empatia.

Mais informações sobre a Dra. Vera Ribeiro da Cunha:

A Dra. Vera Ribeiro da Cunha é Psicóloga Educacional e fundadora do projeto “Crescer a Aprender”, que ajuda as crianças e os pais a encontrarem o melhor caminho para lidarem e ultrapassarem as dificuldades do crescimento infantil. Filha, mãe e mulher, trabalha com crianças há já 15 anos, tendo sido uma das fundadoras da Clínica da Criança e do Adolescente, um espaço privilegiado que centraliza num só lugar as diferentes valências médicas e não médicas indispensáveis ao desenvolvimento e crescimento de cada bebé, criança e jovem.

Mais informações sobre a Mattel:

A Mattel é uma empresa global líder em entretenimento infantil, especializada no design e produção de brinquedos e produtos de consumo de qualidade. Criadora de produtos e experiências inovadoras, que inspiram, entretêm e promovem o desenvolvimento das crianças enquanto brincam, envolvem os consumidores através de um portfólio extenso de franquias icónicas, incluindo a Barbie®, Hot Wheels®, American Girl®, Fisher-Price®, Thomas & Friends® e Mega®, além de outras marcas populares que possuem ou licenciam em parceria com empresas globais de entertenimento. A sua oferta inclui não só brinquedos mas também conteúdos de cinema e televisão, jogos, música e eventos ao vivo. Opera em 40 locais e vendem os seus produtos em mais de 150 países, em colaboração com as principais empresas de varejo e tecnologia do mundo. Desde a sua fundação, em 1945, a Mattel orgulha-se de ser um parceiro de confiança na exploração das inúmeras maravilhas da infância e de capacitar as crianças a atingir o seu potencial máximo. Visite a Mattel online em www.mattel.com.