Alergias alimentares? Saiba os 6 hábitos diários que deve evitar


13 Mar
13Mar

As alergias alimentares causam grandes limitações na vida das famílias. Segundo a Academia Europeia de Alergia e Imunologia Clínica, mais de 17 milhões de pessoas sofrem de alergias alimentares na Europa e uma em cada quatro crianças Europeias em idade escolar vive com problemas alérgicos. Além disso, a anafilaxia, reações alérgicas graves provocadas por alergia alimentar, estão a crescer na população jovem[1]. Neste sentido a My Nametags revela seis dicas para prevenir este problema e cuidar da sua família.

Em 2020, em Portugal, as pessoas mais afetadas por este problema, tantas vezes imprevisível, são as mulheres (58%) e as crianças com menos de 18 anos (30%)[2]. As causas mais frequentes deste problema são os alimentos (47%) seguidos dos fármacos (37%)[2], por isso, as cantinas escolares, os restaurantes ou o simples facto de andar na rua são motivo de preocupação para os pais de crianças que têm alergias alimentares, já que a reação provocada pelo alimento pode acontecer não só pela ingestão do mesmo, mas também por inalação ou o simples contacto com a pele.

Alimentos como os frutos de casca rija, marisco, trigo, leite de vaca e amendoim são responsáveis por 90% das reações alérgicas e podem manifestar-se através de comichão, vermelhidão, dificuldades em respirar ou até mesmo a perda de consciência e a diminuição da pressão arterial.

Qual será então a diferença entre alergia e intolerância?

Imunoalergologistas, os especialistas das alergias alimentares, esclarecem que a alergia dá-se quando as pessoas têm uma maior reação de hipersensibilidade a certo alimento do que as restantes pessoas, o que pode causar reações de anafilaxia muito graves e por vezes inesperadas. Já quem tem intolerância, normalmente sente desconforto mas a reação não é fatal. Ou seja, quem for alérgico ao leite não pode sequer comer uma bolacha, já que esta tem propriedades lácteas, mas se a pessoa for apenas intolerante à lactose, muitas vezes, os derivados do leite não provocam tanto desconforto.

Os cuidados com as alergias alimentares deverão ser redobrados. No entanto, existem hábitos que podem ajudar a prevenir este problema:

  1. Observar os rótulos com cuidado: existem muitos alimentos processados que escondem alérgenos alimentares. Já existem várias campanhas nacionais para a conscientização da importância da rotulagem dos alimentos. 
  2. Não utilizar o mesmo óleo para fritar diferentes alimentos: apesar de o óleo ser frito a altas temperaturas o risco de contaminação, quando usamos o óleo para diferentes frituras, ainda está presente;
  3. Não utilizar a mesma faca para o pão e para o queijo: passar um pano ou um papel não é suficiente, é obrigatório lavar a cada utilização. Um erro muito comum em restauração, que pode levar a reações alérgicas mesmo que a pessoa tenha pedido um prato sem o alimento em questão;
  4. Não cozer os legumes todos na mesma água: para além de libertarem propriedades para a água, existem legumes que ao estarem juntos na cozedura podem provocar reações alérgicas;
  5. Ter muito cuidado com o uso de giz, balões ou lápis de cera: pode parecer estranho mas estes objetos que muitas crianças utilizam no dia-a-dia contêm proteína do leite e por isso são desaconselhados a quem tem esta alergia;
  6. Ter cuidado com os produtos de higiene: os cheirosos cremes de amêndoas, frutos vermelhos ou até mesmo coco podem, mesmo que em pequenas quantidades, ter as propriedades dos alimentos que provocam as reações.

Outro fator muito importante é manter todas as pessoas de contacto informadas acerca deste tema, tal como pais, avós, professores, auxiliares… Numa tentativa de minimizar os riscos do dia-a-dia, a My Nametags, fabricante britânico de etiquetas personalizadas, criou uma coleção de etiquetas personalizadas com os 12 principais símbolos alergénicos: lactose, ovos, peixe, animais, frutos secos, polens, marisco, glúten/trigo, sésamo, aipo, tremoços, sulfatos e soja. 

Esta solução surge após uma parceria com a Allergy UK, principal instituição dedicada à pessoas com doenças alérgicas no Reino Unido com vista a ajudar crianças, pais e professores a esclarecer as principais dúvidas no período de regresso às aulas e/ou começo numa nova escola, que pode ser a causa de bastante preocupação para toda a família.

 “O nosso objectivo é que os cuidadores possam identificar rapidamente uma criança alérgica na escola ou creche, graças às etiquetas com tema “Alergia” coladas na lancheira ou mochila da criança”, comenta Lars Andersen. O fundador da My Nametags adianta ainda que “as etiquetas referentes a alergias podem ser personalizadas com o nome da criança e aplicadas nas mochilas, lancheiras, garrafas de água e em todos os objetos onde possam ser efetivos do ponto de vista da prevenção.” 


[1] https://www.spaic.pt/noticias/ate-22-das-criancas-na-europa-tem-uma-alergia 

[2] Poster EAACI 2020 - https://www.spaic.pt/client_files/files/Poster%20Anafilaxia%20EAACI%202020%20(FINAL).pdf?fbclid=IwAR1he2lVVnVDRFYTdP1h1Eh4NE3SHTM3llTGFIDpOWvzBT1ylTIQ1M0nekQ