14 Jan
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Se há jogo propício a discórdias é o Monopólio e esta nova versão lançada pela agência francesa Herezie e pela Observatório da Desigualdade promete não baixar a quantidade de discussões, mas por outros motivos. Com um conjunto de peças e regras de jogo diferentes, este Monopólio põe em evidência desigualdades do mundo real e leva os jogadores a experienciá-las através do tabuleiro de jogo.

Nesta versão, as raparigas ganham menos do que os rapazes, alguns jogadores começam o jogo com casas herdadas e outros só podem jogar com um dado. Ao contrário do Monopólio tradicional, os jogadores não são tratados de forma igual, com cada a um a colocar-se no papel de uma personagem sorteada no início e a descobrir ao longo das jogadas diversas injustiças que podem ou não aplicar-se a si.

Criado em parceria com o Observatório da Desigualdade, uma organização sem fins lucrativos fundada em 2003 com o objetivo de reportar desigualdades verificadas tanto em França como noutros países da Europa, o grande propósito do jogo é alertar as crianças e os jovens para a discriminação do mundo real.

A ideia surge depois de, em 2017, a agência Herezie ter realizado uma campanha para o Observatório onde adaptou as regras tradicionais do Monopólio para mostrar a crianças a realidade da sociedade atual.

Aprovada pela própria Hasbro, a empresa detentora do jogo original, a nova versão recebeu igualmente a “luz verde” do governo francês: «A iniciativa é fantástica pela simples razão de abordar assuntos extremamente importantes de forma lúdica e, de certa forma, despertar o interesse dos jovens para o tema», refere Elisabeth Moreno, ministra francesa responsável pela Igualdade entre mulheres e homens, Diversidade e Igualdade de oportunidades, citada pela AdAge.